CRÍTICA
- por LÚCIA FACCO -
O texto deixa claro que houve uma minuciosa pesquisa histórica, por parte do autor. As idéias sobre a “bandeira falsa” são, não apenas plausíveis, mas assustadoras.
É fantástica a existência de uma narrativa tão interessante a respeito de um assunto tão pouco conhecido pela maioria dos leitores brasileiros. É uma parte da história mundial pouco comentada entre nós na ficção.
Por outro lado, é uma história de caráter universal, na medida em que fala de sentimentos humanos como ódio racial, xenofobia, compaixão, solidariedade, sacrifício, amor. Fala da capacidade maravilhosa que o ser humano tem de repensar conceitos fixados por sua formação cultural, mudando aquilo que considera injusto ou cruel.
Tudo isso é tratado de maneira clara pelo autor. Este consegue manter o interesse do leitor, mesmo tratando de questões normalmente bem complexas.
A leitura flui de maneira tão fácil que o leitor, nem por um momento, se sente confuso ou disperso.
O texto possui três objetivos principais, a meu ver, completamente alcançados: esclarecer o leitor a respeito das diversas situações de conflito comuns no Oriente Médio; colocar o leitor para refletir a respeito da manipulação ideológica, política e religiosa sofrida pelas pessoas, que, na verdade, mascaram um interesse muito mais simples e egoísta: o financeiro; mostrar as possibilidades de mudança do ser humano para melhor, a partir do momento em que ele não se permite mais manipular e passa a pensar com suas idéias e seu coração.
Percebe-se a universalidade dos personagens, e do texto, tornando-o, definitivamente, uma boa literatura. |